Denúncia Espontânea – Forma de Instrumentalização

O contribuinte pode efetuar denúncia espontânea, excluindo qualquer multa tributária, seja ela de ofício ou moratória, seguindo as regras do artigo 138 e parágrafo único do CTN – Código Tributário Nacional.

A instrumentalização da denúncia espontânea se dá por meio das declarações em cumprimento a obrigações acessórias previstas na legislação tributária.

denúncia espontânea afasta a aplicação de multa, inexistindo, nesse caso, diferença entre multa moratória e multa punitiva.

Entretanto, observe-se que a prestação a destempo da obrigação acessória pelo sujeito passivo, para configurar denúncia espontânea da obrigação principal, não o elide da multa referente ao descumprimento da obrigação acessória, posto que, são obrigações autônomas.

Portanto, o fisco, neste caso, não fica impedido de efetuar o lançamento da multa pelo atraso no descumprimento das obrigações acessórias a que estava sujeita.

Bases: artigo 138 e parágrafo único do CTN – Código Tributário Nacional e Solução de Consulta Cosit 233/2019.

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NÃO INCIDE IPI SOBRE AUTOMÓVEL IMPORTADO PARA USO PRÓPRIO

Por unanimidade, a 7ª Turma do TRF da 1ª Região confirmou sentença que negou a incidência de IPI sobre importação de veículo por pessoa física não comerciante ou empresária para uso próprio.

O processo chegou ao Tribunal com apelação da União, que alega que o desembaraço aduaneiro de produto industrializado estrangeiro constitui hipótese de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme disposto no art. 46 do Código Tributário Nacional (CTN).

Segundo o relator, desembargador federal Amilcar Machado, “… o entendimento do Supremo Tribunal Federal, bem como do Superior Tribunal de Justiça e desta Corte, é no sentido da não incidência do IPI sobre a importação de veículo por pessoa física não comerciante e não empresária”. O magistrado apontou jurisprudência dos tribunais superiores aplicáveis ao caso em questão.

Processo nº 0002084-89.2013.4.01.3803.

Fonte: TRF1- 04.02.2015

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